
O fenômeno vem se repetindo e virou uma das mais fortes tendências da moda: a não-tendência. Ou seja, a liberdade total. O que está na moda? Tudo.
Notamos esta variedade nas coleções brasileiras para o verão 2008/9 (que já estão nas vitrines), desfiladas em junho no SPFW e no Fashion Rio, e vemos a reafirmação desta onda-liberdade agora nas passarelas internacionais que acabaram de acontecer na apresentação do verão 2009.
Os comprimentos podem ser curtíssimos, mínis, médios ou longos; a pessoa pode escolher sair de barriga de fora (Prada) ou inteiramente coberta (Balenciaga); sair vestida de personagem histórico francês (Dior) ou de mexicano da fronteira (Hermès), de roupagem futurista (Gareth Pugh) ou de clássico (Chanel). A conclusão é: viva o estilo!
Está, portanto, na moda, saber escolher o que mais combina com a personalidade de cada um. Estilo é saber escolher, de toda a variedade da moda, o que mais nos representa: as famosas roupas que são “a nossa cara”.
Nos anos 50, estar na moda significava que você pertencia a uma sociedade – ou você se vestia como a alta costura autoritariamente mandava ou você não contava; dos anos 60 até os 90, estar na moda representava uma posição diante do establishment (cultura clássica vs. contracultura; direita ou esquerda); dos anos 90 para cá, estar na moda é saber mostrar a individualidade, é ter estilo próprio.
Volto a repetir: hoje em dia, moda é oferta, estilo é escolha. A moda hoje em dia é muito mais democrática porque “inclui” muito mais gente do que antigamente quando servia como forma de exclusão. Mas, em compensação – sou obrigada a concordar - ficou de leitura muito mais difícil. Não é só sair por aí vestindo a tendência da estação. Ela não existe mais e vai exigir de cada um uma boa olhada no espelho e uma reflexão sobre “Quem sou eu?” para poder se vestir de acordo. A moda morreu? Viva o estilo!
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